terça-feira, 25 de abril de 2017

A modificação das atitudes. Por que os valores se inverteram?

(imagem usada em propaganda pró pedofilia)
    

Confesso, primeiramente, que somos vulneráveis. Não nascemos com nenhum tipo de “Firewall”, principalmente contra as más intenções de manipulação cognitivas, as quais seu fim é uma alienação total e a exclusão de certos valores para simplesmente obedecermos o doutrinador, o autocrata. Atente a “más intenções”, pois é necessário que, de antemão, nos perguntemos: Por que “más”?
                        
Em princípio, pode parecer uma afirmação retórica, afinal, quem gostaria de ser controlado? Paralelamente, pondere isso: “Se pudéssemos controlar, por meio de um dispositivo, um filho de péssima índole e violento, o faríamos?”
                        
Devemos considerar este aspecto: o ser humano é curioso por natureza, meu sobrinho de apenas 11 meses, por exemplo, tudo o que vê pela frente quer pegar, abrir, manusear. Uma criança de 5 anos entra na "fase dos porquês". Faz parte do núcleo da personalidade e isso é um padrão. Essa característica está presente em praticamente todas as nossas ações, é um processo infinito que se utiliza do desenvolvimento tecnológico para sanar nossas dúvidas, quando não são, nos frustramos, nos irritamos, inventamos possíveis respostas. É natural o ser racional, quando não satisfeito com a resposta encontrada, por em cheque sua bagagem de valores e se inclinar àquilo que satisfaz seu ego momentaneamente. Já aqueles que não abrem mão de sua conduta e do seu conforto psíquico-moral, conservam seus valores, às vezes por medo, senso ou mesmo respeito à alguma coisa.
                       
Mas por que o tal ataque a essas relações sociais intrínsecas do ser humano? Qual seria o objetivo em alienar as pessoas e excluir certos valores?
                       
De maneira superficial e até ingênua, fulano poderia responder, por exemplo, que o Estado deve educar as crianças para que pais intolerantes e violentos não criem filhos intolerantes e violentos, sendo assim a família não seria mais responsável por transmitir valores, esse seria o papel da escola. Ele poderia responder também que a intenção é impedir a imposição de algo por meio da violência, a expulsão (violenta) de alguém de algum grupo por conta de sua conduta, o preconceito, etc. Esse raciocínio não está equivocado, entretanto, ao refletir sobre uma linha teleológica de pensamento, podemos chegar a uma conclusão diferente.
                      
A mídia televisiva é um grande difusor de informações cujo o intuito é informar e entreter sob perspectiva do canal midiático. Essa perspectiva pode ser imparcial, ou não. Alguns a consideram o quarto poder, pois forma opiniões, talvez, por conta do apelo à autoridade ou confiabilidade das informações, a qual o indivíduo aceita de imediato já que, à modéstia, ele está certo de sua ignorância.
                     
A mídia seria tendenciosa? Sim, precisa ser. Senão não é polêmica, não chama atenção e consequentemente não lucra. Aí é que está, o fim é o lucro e para isso ela precisa ser omissa, ou seja, apresentar um conteúdo programático alienado a um objetivo central: vender.
                     
Respondendo a pergunta, a mídia precisa mudar nossos valores em prol das tendências do momento, esse engodo está misturado em meio à todas as formas de entretenimento, seja implícito ou explícito. 

Embora difundir idéias em massa seja um ato democrático, tal procedimento tem seus efeitos, um deles, o estímulo à relativização dos atos, isso inclui os infames. É uma jogada genial, pois causa segregação social, afinal uma maioria desorganizada é controlada por uma minoria organizada. Os preletores influenciam os leigos, esse sistema se ajusta e forma várias outras aglomerações ideológicas. É uma bomba relógio. A internet e as redes sociais ajudam muito na propagação de algumas ideias e conteúdos que podem causar danos severos àqueles que pautam sua moral no círculo familiar, podendo acarretar em perda considerável de conceitos altruístas, tornando o indivíduo mais insensível.
                 
O governo brasileiro, por exemplo, limita ainda mais a liberdade social com essa tal “crise econômica” que, na minha concepção, é apenas um ato conspiratório arquitetado com o fim de testar suas peripécias pseudo-acidentais. Esse fato, independente da forma como é interpretado, contribui muito para manter o Brasil com o maior número absoluto de homicídios no mundo. A cada dez vítimas por crime bárbaro, uma é brasileira.
                
Os indivíduos, os quais citei anteriormente, em sua maioria, sustenta o aumento dos números da pesquisa, esse dado é resultado desse processo maquiavélico.
                
Você acha mesmo que essa modificação de atitudes é algo natural? Mera casualidade da interação de diversos fatores? Ou uma manipulação previamente arquitetada? Essa resposta pode ser encontrada no livro “Maquiavel Pedagogo” de Pascal Bernardin, onde ele apresenta documentos da Unesco que ensinam técnicas de manipulação psicológicas com o objetivo de modificar as atitudes e os valores, anulando até mesmo a influência da família. Recomendo a leitura.
                
O filho está mais violento, será necessário amordaçá-lo, mas isso não se dará por imposição... Pelo contrário, ele suplicará por submissão. Sejam bem vindos ao admirável mundo novo.



                       


                        Autor: Patrick Oliveira

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