sábado, 24 de setembro de 2016

NARUTO, A ESQUERDA E A POLITIZAÇÃO DE TUDO

O Facebook, as vezes, parece ser um universo à parte.



Próximo ao fim de Naruto, um animê e mangá japonês, comentei uma bobeira qualquer num post sobre o tal desenho, logo tive o desprazer de conhecer um “feministo” que também é fã do mangá. Inicialmente, tivemos uma conversa comum sobre o péssimo final da história que estava indo ladeira abaixo, mas, para minha surpresa, o problema, para ele, não era o autor ter inserido a vilã final às pressas na história, o que o incomodou foi Naruto e Sasuke não terem terminado a história como um casal.

Naruto teve duas fases: a primeira com o personagem que dá nome a história pré-adolescente e, a segunda fase, três anos depois, com Naruto e seus amigos adolescentes. Nesta segunda fase, conhecemos melhor o mundo em que se passa a história: nos é mostrado vilas que haviam sido citadas na fase anterior, é explorado o passado de alguns personagens e também a história que gerou o sistema de vilas ninjas. Durante todo o desenrolar da segunda fase, o autor foi soltando informações sobre o futuro vilão final da história, Uchiha Madara, gerando expectativa nos leitores, até que o próprio personagem fizesse sua aparição e superasse as expectativas criadas ganhando uma legião de fãs.

Qual o problema com o final de Naruto? E o que isso tem a ver com a política?

Calma, já vou chegar lá.

Madara foi um grande vilão, tinha presença de vilão, humilhou personagens reconhecidamente poderosos, enfrentou um exército sozinho, tinha um bom back-ground, mas não foi o vilão final da saga, sendo substituído nos últimos capítulos por uma vilã, Kaguya, apresentada às pressas, sem nenhum carisma e com uma fraqueza muito forçada.

E a política?

Voltando a minha conversa de Facebook com o “feministo” estudante de ciências sociais. O justiceiro não via problema em nada do que foi apontado sobre o final da história ter sido comprometido pelo fato de uma vilã sem peso, carisma e que ninguém esperava, ter sido acrescentada à história sem nenhum motivo aparente. Depois de um tempo naquela conversa, pude perceber que a opinião dele quanto ao Madara era bem diferente, pois o emasculado se mostrava feliz com a substituição de um personagem cheio de fãs (madaretes) por uma mulher. Este é o ponto: UMA MULHER.

O capacho de feministas não estava avaliando a história em si, não estava julgando se os personagens foram bem ou mal trabalhados, se o plano de fundo da vilã foi bom ou ruim, ele apenas estava se utilizando de Naruto para defender uma bandeira política, O EMPODERAMENTO DA MULHER.

Isso é muito chato.

Eu estava discutindo o enredo de Naruto, dando minha opinião sobre um bom vilão, Madara, e uma péssima personagem, Kaguya, não estava num debate sobre a participação de mulheres em histórias escritas por japoneses para o público adolescente do sexo masculino, mas o “feministo” estava, ele não avaliou o roteiro, ele avaliou a bandeira política que poderia usar com aquela personagem, mesmo sendo um desastre para a história que ele acompanhou durante 10 anos. A política para esquerda está acima de tudo.

A esquerda politiza todos os temas, logo, aquilo que está sendo discutido nunca é o tema em si, mas um dos vários chavões que eles adotaram no momento, como: causa gay, empoderamento da mulher, minorias, desarmamento e etc., nunca se está discutindo a beleza de uma obra de arte, o jogo de futebol, o animê ou o novo Gears of War. Sempre se discute política, mas não em seus grandes temas, debatendo-se as ideias dos grandes autores, mas por meio de chavões decorados em alguns semestres em uma Universidade que substitui o raciocínio pelo pensamento automático, histeria e reações exageradas a palavras comuns.

Autor: Jônatas Castilho

2 comentários:

  1. Excelente o texto. Essa histeria é bem constatada e exposta por Olavo de Carvalho quanto aos militantes de esquerda.

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